segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Dieta:
(Dicas para escolher o melhor adoçante)
O uso de adoçantes tem crescido no Brasil. Antes usado apenas por consumidores com diabetes, hoje o produto é consumido por pessoas preocupadas com a saúde e que buscam a manutenção do peso.
Assim com o crescimento nas vendas, houve também o crescimento de possibilidades que são encontradas nos supermercados. Produtos a base de ciclamato, sucralose, acessulfame-k, esteviosídeo, sacarina e aspartame são algumas das opções, de adoçantes, podendo confundir o consumidor na decisão de compra.

“Apesar de todos os adoçantes terem o mesmo objetivo, que é substituir o açúcar, cada tipo de adoçante tem sua peculiaridade. Por isso é importante que o consumidor tenha conhecimento para que escolha o adoçante que mais se adapte ao seu estilo de vida e paladar, ressalta a nutricionista do HCor – Hospital do Coração, Camila Torreglosa.
O adoçante é sintetizado a partir de edulcorantes, substâncias naturais ou artificiais, responsáveis pelo sabor adocicado provenientes de matérias-primas como aminoácidos, produtos sintéticos e derivados da cana. “Um dos grandes benefícios do adoçante é a baixa quantidade de açúcar, principalmente quando comparado ao açúcar, que tem 4 calorias por grama. Ele pode ser utilizado como um aliado no tratamento da obesidade, contudo é preciso também uma mudança nos hábitos alimentares e a prática de esporte”, destaca Camila.
O uso de alguns tipo de adoçantes, em especial os artificiais, gera polêmicas. Há quem diga que eles podem causar diversos tipos de problemas, como o câncer“Não existem evidências científicas conclusivas sobre os malefícios do uso do adoçante, mas é precisorespeitar o limite de consumo diário que vem descrito na embalagem”, destaca Camila.
Gestantes, lactentes, crianças e pessoas com restrições alimentares precisam de orientação médica para a escolha do adoçante ideal. Pessoas com hipertensão arterial, que precisamcontrolar o consumo de sódio, devem utilizar com cuidado adoçantes como o ciclamato ou a sacarina, que possuem altos níveis deste mineral em sua composição. “Hoje no Brasil temos também alguns produtos que misturam o açúcar ao adoçante, então é importante que o consumidor faça a leitura do rótulo do produto para que encontre o produto que vá atender às suas necessidades, conclui Camila.
Adoçantes naturais
Frutose – Extraído de frutas e do mel é mais doce que o açúcar, contém grande quantidade de calorias e eleva os níveis de açúcar no sangue, não sendo indicado para diabéticos e para dietas;
Esteviosídeo - Extraído de uma planta nativa da América do Sul (stevia rebaudiana) tem um sabor próximo ao açúcar, não possui calorias e não altera os níveis de açúcar no sangue;
Sorbitol – É encontrado em algumas frutas, como a maçã e a ameixa, e em algas marinhas. Possui valor calórico e não é recomendado para diabéticos. É mais utilizado em chicletes, balas e biscoitos. Tem ação laxativa;
Adoçantes artificiais
Aspartame - Tem grande poder adoçante (200 vezes superior ao açúcar). Não contém calorias e seu uso é permitido para diabéticos. Embora algumas pesquisas associem seu uso à ocorrência de câncer e Mal de Alzheimer, não há comprovação científica;
Sacarina – Criada em 1879, ela é sintetizada a partir do ácido toluenossulfônico, derivado do petróleo. Deixa um sabor residual amargoso e metálico, mas não contém calorias e pode ser usada por diabéticos. Por conter sódio, é contraindicada para hipertensos. Pesquisas associavam o uso da sacarina ao surgimento de câncer, mas sem evidências conclusivas;
Ciclamato de sódio - Provém do ácido ciclo hexano sulfâmico, derivado do petróleo. Assim como a sacarina, não possui calorias e pode ser usado por diabéticos, mas também é contraindicado para hipertensos. É encontrado em refrigerantes zero e adoçantes. Pesquisas científicas apontam que o consumo de ciclamato pode causar câncer e tumores, e por conta disso, disso foi proibido em países como EUA, Japão e França;
Sucralose - É extraído da cana de açúcar e modificado para não ser absorvido pelo organismo humano. Tem um sabor similar ao do açúcar, não contém calorias, não causa cáries, não eleva a glicemia, podendo ser consumido por diabéticos, gestantes e hipertensos. É vendido como produto adoçante e está presente em alimentos de baixa caloria.
Por:Garota blue

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