quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Bem-Estar:
(Na primavera cuidado com as alergias)
A primavera começa oficialmente no dia 23 de setembro e com ela intensificam as alergias. Nas regiões com as estações do ano bem definidas, a alergia ao pólen são mais frequentes. No Brasil, os maiores índices dessas alergias estão na região Sul e também no grupo de risco, ou seja, os que já sofrem de rinite alérgica. Segundo a Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (Asbai), 25% da população brasileira enfrenta esse problema.
O otorrinolaringologista do Hospital Nossa Senhora das Graças, Sílvio Bettega ressalta que há um grande aumento nos casos de rinite alérgica na primavera. “Nesta época do ano, o pólen se desprende das flores e fica pelo ar, e isso facilita o contato com as pessoas, resultando em irritações”, explica o médico.
Entretanto, Dr. Sílvio esclarece que não são apenas as flores que acarretam alergias: “o clima seco, a variação de temperatura, comum nessa estação, deixa o sistema imunológico mais exposto. Nesses casos, o problema é a rinite não-alérgica”, aponta. Ele comenta que a baixa umidade contribui para o aumento das infecções, desidratação e diminui as funções protetoras da mucosa nasal – uma barreira natural de proteção contra vírus, bactérias, fungos, alérgenos e poluentes do ar.
Uma das maneiras de prevenção da rinite não-alérgica é ingerir líquidos. “São indicados, aproximadamente, dois litros de água ao dia, dependendo da idade e da ocorrência de outras doenças”, orienta Dr. Sílvio. A umidificação do ambiente e a restrição de exposição ao sol nos horários mais quentes do dia, também são importantes.
Já a rinite alérgica surge com as rinossinusites e as infecções da via aérea superior, incluindo as viroses, faringites e laringites, e não tem como ser prevenida. “O pólen das flores é um alérgeno, ou seja, uma substância alérgica que causa em pessoas com hiperssensibilidade a inflamação da mucosa nasal e conjuntival”, conta.
O tratamento para cada doença é específico e pode incluir medicações, como, antihistamínicos, antialérgicos sistêmicos e tópicos (nasal), corticóides sistêmico e tópico nasal. Para o médico, as causas de obstrução nasal devem ser tratadas para diminuir a incidência de outras doenças das vias aéreas. “Um exemplo é o impacto da rinite alérgica na asma. Estudo feito pela Organização Mundial da Saúde demonstrou que a asma melhora quando a rinite alérgica está controlada”, observa.
O otorrinolaringologista comenta que pessoas que apresentam rinite alérgica podem ter desvio do septo, pólipos e outras situações que pioram a respiração nasal. “Esse conjunto de fatores provocam alterações nas atividades físicas das pessoas, no sono e na qualidade de vida, portanto estas doenças devem ser tratadas pelo otorrinolaringologista, que poderá avaliar cada situação”, explica.
Por:Garota Blue

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