quinta-feira, 21 de junho de 2012

Bem-Estar: Importante!.
(Câncer x Mioma: Entenda a diferença)
Segundo a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, metade das mulheres brasileiras entre 30 e 50 anos são portadoras demioma, nódulos que se desenvolvem na parede do útero. Apesar de parecer grave, a maioria desses casos não traz sintomas, mas são comumente confundidos com câncer, provocando sofrimento e preocupações infundadas.
O importante é que a mulher faça, constantemente, os exames ginecológicos de rotina e, caso haja algum tipo de suspeita, peça o esclarecimento médico e faça exame de ultra-som, que é o principal exame para detecção dos miomas e pode constatar sua presença e também a localização.

A confusão com o câncer tem fundamento. O câncer de colo de útero se desenvolve praticamente sem sintomas, assim como os miomas. No câncer, quando aparecem sintomas, eles são bem semelhantes aos do mioma. Sangramentos prolongados, sem intervalos, ou após as relações sexuais. Em casos mais avançados, pode provocar dor no abdome, ao urinar ou até cólicas intestinais”, explica Amândio Soares, Diretor da Oncomed BH.
Um dos sintomas do mioma, quando há um crescimento exagerado do nódulo, é a falsa gravidez. “É muito raro um mioma chegar a esse ponto, mas pode ocorrer a dilatação do abdômen quando o nódulo atinge seu tamanho máximo, aproximadamente o de uma bola de basquete”, comenta Amândio.
Outros indícios do mioma são sangramentos mais volumosos, que podem ser notados pelo aumento do número de absorventes que a mulher usa durante a menstruação, período menstrual mais longo e cólicas mais intensas, ou até mesmo sangramentos fora do período menstrual, às vezes com coágulos.
Parece, mas não é
Apesar das semelhanças, o mioma não pode ser considerado um câncer e nem sempre traz problemas à saúde feminina. Cada nódulo surge a partir de uma célula muscular com predisposição genética para o crescimento, que se expande a partir do contato com o hormônio feminino estrogênio. “É por isso que os miomas normalmente aparecem na idade fértil da mulher e costumam desaparecer depois que a taxa hormonal feminina cai, na menopausa”, comenta o médico.
Ao contrário do mioma, o câncer de colo de útero não é nada inofensivo. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), é o segundo tumor mais frequente na população feminina, ficando atrás apenas do câncer de mama, e a quarta causa de morte entre mulheres por câncer no Brasil, provocando o óbito de cerca de 4.800 mulheres por ano.
“Quando esse tipo de câncer é detectado ainda no início e tratado corretamente, as chances de sobrevida são altíssimas”, comenta Amândio. E os dados do INCA mostram que o câncer de colo de útero detectado precocemente e tratado de forma adequada tem praticamente 100% de chance de cura.
Os tratamentos variam de acordo com o estágio da doença, tamanho do tumor e fatores pessoais. “Os tratamentos mais comuns são a cirurgia e a radioterapia. A escolha deve ser feita de forma personalizada, após muita conversa com o médico, pois, em alguns casos, otratamento pode impedir que a mulher tenha filhos, conta Soares.
Os três tipos básicos de tratamento para miomas são a cirurgia, indicada para os casos mais graves, quando os miomas atingem um tamanho de risco ou nos casos em que os nódulos causam infertilidade; a embolização, que consiste na indução da degeneração do mioma por meio da obstrução da artéria que o nutre; e o método medicamentoso, que controla o sangramento, inibe o crescimento dos miomas ou reduz seu tamanho por meio de medicamentos.
Cuide-se!.
Por:Garota Blue

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